Me aventurei a ler este livro inspirada pela categoria 'um livro bobo' do #desafiolivrada2016 (para saber mais sobre o desafio procure o blog ou o canal Livrada). Não que seja fácil definir se um livro é bobo ou não somente pelo título. Escolhi este principalmente pelo fato de ter casado a pouco tempo e ele estar disponível no Kindle Unlimited, que assinei recentemente.
O livro conta a jornada de Cléo, brasileira que vive nos Estados Unidos e que fez um acordo um tanto quanto estranho com seu namorado: ficarem um mês separados antes de casar. Cléo viaja com um grupo de amigas para Las Vegas e acaba se casando com outro homem em uma noite de bebedeira.
Nada de novo, uma premissa bem aceitável para um romance. Não me interessa aqui contar pormenores da obra, até porque espero que ele seja lido por outras pessoas.
Esta leitura me trouxe alguns questionamentos. Este é um livro, obviamente, destinado ao público feminino, e me impressionou a ideia de homem e de relacionamento que ele vende. Tantos anos de debates sobre os esteriótipos de mulher perfeita divulgados pela mídia, de todos os tipos, deveriam ter influenciado a maneira como descrevemos o homem perfeito também.
O homem com quem ela acidentalmente se casa em Las Vegas é descrito, pela própria autora, como um deus grego. Ele tem o corpo perfeito, as palavras perfeitas, os gestos perfeitos,conta bancária perfeita também, até mesmo quando ele a maltrata, de alguma forma, há algo de perfeito nele. É um pouco irritante.
Por mais babaca que seja alguém que propõe um mês de solteirice antes do casamento, fica difícil competir com um deus grego.
Será que um relacionamento perfeito é tão simples assim? Passar alguns dias com uma pessoa em lugares descritos como paradisíacos? Parece fácil demais. Claro que se você se propõe a ler um livro romântico não quer ler sobre pequenos desgastes cotidianos, afinal, de realidade já basta a que vivemos... rsrsrs
A leitura do livro de forma geral é agradável, com um certo exagero no uso de palavras como ofegar, gemer, arfar, mas que é relevável. Para mim a pior crítica que pode ser feita ao livro é o seu final. Quando tudo leva a crer que a mocinha da história aprendeu algo significante para a sua vida, amadureceu e aprendeu a fazer suas próprias escolhas, surgem alguns anexos que são simplesmente de tirar do sério. Não vou contar. Leiam.
Um outro ponto negativo, pelo menos na versão que eu li, virtual, foram os erros que apareceram ao longo do livro, como algumas letras faltando, outras palavras se repetindo.
No fim das contas não acho que qualquer livro se encaixe na categoria bobo. Toda leitura é útil e nenhum esforço empreendido em escrever uma obra deve ser desconsiderado.

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