terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A Casa das Sete Mulheres - Letícia Wierzchowski


Segundo livro que eu leio para o desafio 'Livrada 2016'. Este para a categoria número 8: uma ficção histórica.

Claro que não tem como ler esse livro sem se lembrar da minissérie com o mesmo título produzida pela Rede Globo em 2003. Mesmo que a descrição das características físicas dos personagens no livro, muitas vezes, seja distante da fisionomia dos atores que os interpretaram, é impossível dissociar o ator do personagem. Por exemplo: no livro Manuela tem cabelos pretos, mas durante toda a leitura a imagem que sempre vinha à minha mente quando se tratava dela era a da atriz Camila Morgado com aquele cabeleira ruiva.

Vale lembrar que a minissérie é uma adaptação da história do livro, logo, não é fiel ao texto do livro. Na TV a trama gira em torno dos amores das mulheres mais novas da família de Bento Gonçalves, permeada por várias cenas de guerra. Os românticos que me desculpem, mas muitas vezes a história da minissérie fica até mesmo inverossímil. O comportamento das garotas, muitas vezes, não condiz com o período em que a história se passa. O livro tem um cuidado maior nesse sentido.

O livro é delicado, trata das angústias da espera dessas mulheres, aguardando seus maridos, pais, irmãos, primos. Os romances são tratados de forma sútil e delicada e não são o mais importante da obra. Mesmo o romance de Manuela e Garibaldi é sutil, e o foco é a espera, a ação do tempo sobre os membros da família e o convívio diário com efeitos da guerra.

Ao contrário do que acontece na minissérie, a Estância da Barra não era um lugar movimentado, sempre recebendo os generais, capitães e soldados. As notícias são poucas, chegam em longos intervalos. O destino de cada uma das mulheres depende da maneira que encontram para lidar com a solidão de todos aqueles anos de espera.

Wierzchowski, Letícia. A cada das sete mulheres. Editora Record, 2010.

Participe do desafio livrada:

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