Minha primeira reação ao terminar esta leitura foi me perguntar: pode um livro ser bom e ruim ao mesmo tempo?
Vou começar pelo o que eu achei bom. Primeiro preciso explicar que eu adoro ler sobre serial killers, reais e fictícios,e, baseada em algumas leituras que já fiz sobre o tema, eu tinha em mente o que eu gostaria que acontecesse com o Dexter no final da série, aquilo que eu considerava lógico.
Neste ponto o livro não foi decepcionante, acho que o autor se manteve coerente. Assim como nos outros livros, a história é narrada pelo próprio Dexter e a ele só interessa os seus próprios problemas. Ele não se importa com o que acontece com os outros personagens ao seu redor. Mesmo na sequencia final, quando ele precisa resgatar seus filhos e seu sobrinho, a motivação dele é salvar a própria pele. É a atitude que eu esperava de um serial killer.
O ruim é que o livro acaba de forma abrupta, deixando os leitores, pelo menos eu, com muito curiosidade. Eu consigo compreender a intenção do autor de não comprometer a coerência da história respondendo algumas perguntas que ficam soltas, mas fica aquele sensação de eu preciso saber mais.
Falando um pouco sobre a edição do livro, da editora Planeta. A capa e a jacket são muito bonitas. Entretanto, fica evidente que a diagramação teve que dar uma colaborada para que o livro tivesse trezentas e poucas páginas. Capítulos terminando no começo da página e o inicio de cada capítulo ocupando grande parte da próxima página deixam isso bem óbvio.
Enfim, eu esperava mais do livro, mas não chegou a ser uma completa decepção. O destino do querido e adorado Dexter é coerente, mas não é satisfatório.
LINDSAY, Jeff. Dexter Está Morto. Editora Planeta, 2015.

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