Finalmente, depois de mais de um mês, eu terminei de ler "Crime e Castigo". Acho que não é necessário dizer que é um livro incrível, afinal, ele não se tornou um clássico à toa.
Acredito que a minha demora na leitura aconteceu porque o livro foi construído de uma forma muito completa. As primeiras partes da obra, que é dividida em seis partes, se dedicam a mostrar os conflitos internos do personagem principal. A situação econômica do Raskólnikov é assustadora, o que torna a leitura difícil.
Há muitos elementos importantes nesse livro, e ele coloca o leitor diante de dilemas éticos e morais. Como a pobreza em que os personagens estão inseridos. Eu, pelo menos, comecei a torcer pra um criminoso sair impune, e talvez fosse essa a intensão do Dostoiévski.
A obra foi publicada em 1866 e mostra um lado sinistro da sociedade russa daquele período. A pobreza, a prostituição, o alcoolismo, as prisões e os exílios na Sibéria. Eu li a edição da coleção de clássicos da editora Abril, que traz ao final dos dois volumes algumas informações sobre o autor e sobre a obra, fundamentais para compreender o contexto de produção do livro e como ele tem relação com a vida do autor.
Não sei se gosto muito do final. Acho que o livro não podia terminar daquele jeito com todas as discussões que o permeiam. Mas não é algo que chega a tirar o brilho da obra.
Fiódor Dostoiévski. Crime e Castigo. Tradução: Rosário Fusco. Editora Abril, Rio de Janeiro, 2010.

