Mais um livro lido para o "Desafio Livrada 2016" promovido pelo blog "Livrada" (http://livrada.com.br/2016/01/04/desafio-livrada-2016/), este para a categoria "um romance de formação". A primeira impressão que eu tive foi de muita confusão, e parecia que não fazia muito sentido a maneira como o livro se apresenta.
O autor narra as suas memórias de criança, primeiro vivendo em Alagoas, depois em Pernambuco e posteriormente em Alagoas novamente. É uma história dura, que traz a aspereza do pai do autor, seu primeiro contato com a morte, sua dificuldade em aprender e finalmente como seu encantamento pelos livros surgiu.
Durante toda a leitura estranhei a falta de uma linearidade na narrativa. Os capítulos não têm uma ligação clara e é difícil se localizar temporalmente em alguns momentos. Mas, para a minha alegria, a edição que eu li (não sei se isso está presente em todas), tem um posfácio esclarecedor escrito por Cláudio Leitão.
A obra, inicialmente, foi lançada em capítulos avulsos em um periódico de Alagoas, o que destaca a autonomia relativa de cada um. Por esse motivo, a linearidade da narrativa se perde. É como se o autor estivesse contando uma história da sua infância em cada periódico, como se ele conversasse com o leitor e as memórias fossem surgindo.
Apesar dessa confusão o livro é muito bonito, a maneira como o autor descreve suas dificuldades na escola é tocante e deixa muito claro o quanto a leitura pode mudar a vida de uma pessoa.
Apesar dessa confusão o livro é muito bonito, a maneira como o autor descreve suas dificuldades na escola é tocante e deixa muito claro o quanto a leitura pode mudar a vida de uma pessoa.
Graciliano Ramos. Infância. Editora Record, 2013.

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