sexta-feira, 4 de março de 2016

A Queda de Atlântida - A Teia de Trevas / Marion Zimmer Bradley


" As trevas podem ensinar coisas que a luz nunca viu e nunca será capaz de ver..."


Segundo volume da obra, mais difícil de parar de ler do que o anterior, e, ao mesmo tempo deixa aquela sensação de "que pena que acabou" no final.

Embora o livro trate da força feminina, as personagens sejam independentes, fortes, e façam suas escolhas livremente, o livro vai tratar também de como essas mulheres tomam decisões tolas e impensadas por amor, tanto em suas relações com os homens quanto na relação entre elas. E as consequências de suas escolhas vão reverberar por várias gerações, unindo o carma de todos os personagens.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro é a forma como a magia é tratada. Não é simplesmente um dom sobrenatural concedido a algumas pessoas, é a capacidade de controlar sua própria força psíquica. E essa capacidade é trabalhada ao longo da vida, com estudos e trabalho árduo.

Tantas coisas são abordadas nesse livro, questionamentos sobre a maternidade, as injustiças de uma sociedade dividida em classes, uma série de sofrimentos femininos físicos e mentais. Mas não quero escrever muito porque eu não gosto de dar spoilers.

As palavras da autora no posfácio encerram lindamente a obra. Ela conta como construiu, desde a infância, esse universo fantástico na sua cabeça. E nos deixa com uma indagação interessante: De onde vêm os sonhos?


Marion Zimmer Bradley. A Queda de Atlântida - A Teia de Trevas. Tradução: Alfredo Barcellos Pinheiro de Lemos. Editora Imago, Rio de Janeiro, 1987.

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