" As trevas
podem ensinar coisas que a luz nunca viu e nunca será capaz de ver..."
Segundo volume
da obra, mais difícil de parar de ler do que o anterior, e, ao mesmo tempo deixa
aquela sensação de "que pena que acabou" no final.
Embora o livro
trate da força feminina, as personagens sejam independentes, fortes, e façam
suas escolhas livremente, o livro vai tratar também de como essas mulheres
tomam decisões tolas e impensadas por amor, tanto em suas relações com os
homens quanto na relação entre elas. E as consequências de suas escolhas vão
reverberar por várias gerações, unindo o carma de todos os personagens.
Uma das coisas
que mais me chamou atenção no livro é a forma como a magia é tratada. Não é
simplesmente um dom sobrenatural concedido a algumas pessoas, é a capacidade de
controlar sua própria força psíquica. E essa capacidade é trabalhada ao longo
da vida, com estudos e trabalho árduo.
Tantas coisas
são abordadas nesse livro, questionamentos sobre a maternidade, as injustiças
de uma sociedade dividida em classes, uma série de sofrimentos femininos
físicos e mentais. Mas não quero escrever muito porque eu não gosto de dar
spoilers.
As palavras da
autora no posfácio encerram lindamente a obra. Ela conta como construiu, desde
a infância, esse universo fantástico na sua cabeça. E nos deixa com uma indagação
interessante: De onde vêm os sonhos?
Marion Zimmer
Bradley. A Queda de Atlântida - A Teia de Trevas. Tradução: Alfredo Barcellos
Pinheiro de Lemos. Editora Imago, Rio de Janeiro, 1987.

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